Matriz de Materialidade: o que é e como construir na sua empresa

Se você está à frente de iniciativas de sustentabilidade ou trabalha com impacto socioambiental, já deve saber que a matriz de materialidade é uma ferramenta estratégica que  fortalece os relatórios de sustentabilidade e orienta as ações ESG das empresas.

Mas você sabe como construir uma matriz que comunique as necessidades do negócio e fortaleça o impacto sustentável de forma verdadeiramente eficaz? Para te ajudar, preparamos este artigo com uma abordagem prática e exemplos reais: nele, vamos explicar os conceitos de materialidade e dupla materialidade, como integrá-los aos relatórios de sustentabilidade, além dos principais desafios de implementação.

Ficou curioso(a)? Continue a leitura e veja como transformar a matriz em uma aliada estratégica!

O que é Matriz de Materialidade?

O conceito de materialidade tem origem nas áreas de contabilidade e auditoria. Historicamente, refere-se a uma informação financeira capaz de influenciar grandes decisões e impactar os resultados de uma empresa. 

Essa raiz conceitual é importante, especialmente quando exploramos, adiante, os diferentes tipos de materialidade: financeira, de impacto e a chamada dupla materialidade. Mas, primeiro, vamos falar sobre o que é materialidade no âmbito de sustentabilidade e ESG – sigla em inglês para “Environmental, Social, and Governance” (Ambiental, Social e Governança).

Nesse contexto, o termo materialidade refere-se a qualquer questão econômica, ambiental ou social que cause um impacto relevante, seja porque a empresa influencia esse tema, seja porque ela pode ser impactada por ele. Esses temas, portanto, são de extrema relevância para os stakeholders (públicos envolvidos), como clientes, colaboradores, fornecedores, investidores e a sociedade.

Matriz de materialidade: o que é e como fazer? Créditos: Freepik 

Então, a matriz de materialidade nada mais é que uma ferramenta visual que ajuda a representar, de forma estratégica, os resultados da análise de materialidade. O objetivo é que as empresas consigam identificar e priorizar os temas mais relevantes para seus negócios e stakeholders.

Outra função importante da matriz é apoiar as decisões da empresa, considerando os aspectos econômico, social e ambiental. Ela ajuda a direcionar iniciativas que geram valor, como a mitigação de riscos, a diminuição de custos, o aumento da eficiência, a inovação e o fortalecimento da reputação e da competitividade no mercado.

Como a Matriz de Materialidade funciona na prática?

Por meio de seu formato gráfico e visual, a matriz de materialidade funciona principalmente como uma ferramenta de gestão de riscos, uma vez que permite que a empresa identifique e antecipe questões ambientais, sociais e de governança (ESG) que podem impactar seu desempenho. 

Vejamos um exemplo:

Considere uma marca de roupas de médio porte, que produz peças em larga escala e vende no varejo nacional. Um dos principais insumos para a produção é o algodão, que torna sua cadeia de suprimentos fortemente dependente do setor agrícola.

Contudo, esse mesmo algodão pode estar vinculado a práticas agrícolas com uso excessivo de água e defensivos químicos, além de condições precárias de trabalho em plantações terceirizadas.

Logo, a rastreabilidade e sustentabilidade da cadeia de suprimento podem tornar-se questões materiais para a marca porque:

  • O negócio depende da continuidade e da reputação de sua cadeia de fornecimento: se houver instabilidade no cultivo do algodão (devido a eventos climáticos ou escassez de recursos), a produção será afetada. A consequência disso pode ser um impacto negativo na imagem da empresa, caso a escassez resulte em falhas no cumprimento de prazos, na qualidade ou nos compromissos com a sustentabilidade;
  • A empresa pode ser responsabilizada por impactos socioambientais associados aos seus fornecedores: por exemplo, se houver denúncias de trabalho escravo ou condições desumanas em alguma etapa da produção, isso pode afetar não só a continuidade do fornecimento, mas também a imagem da empresa perante seus clientes, investidores e a sociedade;
  • Clientes, investidores e organizações da sociedade civil estão cada vez mais atentos: a origem dos produtos e as condições de trabalho envolvidas em uma cadeia produtiva são fatores diretamente relacionados à reputação e à ética da empresa. A omissão sobre o tema pode gerar crises de imagem e afetar o desempenho de vendas.

Tendo em conta todos esses fatores, a matriz de materialidade, no nosso exemplo, auxilia a empresa a:

  • Identificar que a rastreabilidade da cadeia do algodão não é apenas uma pauta do setor, mas uma prioridade estratégica para seu modelo de negócio;
  • Mapear quais stakeholders consideram o tema crítico (por exemplo, consumidores conscientes, OSCs, investidores, órgãos reguladores e canais de mídia);
  • Orientar decisões de grande impacto, como a contratação de fornecedores certificados, investimento em algodão orgânico e maior transparência nos relatórios e campanhas de comunicação.

Quando a matriz de materialidade é bem estruturada, ela ajuda a destacar os dados mais relevantes de sustentabilidade, fortalece a confiança dos stakeholders, especialmente investidores, e promove uma comunicação mais transparente.

Tipos de Materialidade

Como vimos anteriormente, o conceito de “materialidade” tem suas raízes na contabilidade. Com o tempo, esse conceito se expandiu para outras áreas, dando origem a diferentes tipos de materialidade que são fundamentais para a análise e tomada de decisões nas empresas. A seguir, vamos conhecer os três principais tipos de materialidade.

Materialidade Financeira

O conceito de materialidade financeira surgiu a partir da necessidade de identificar e avaliar os temas que podem impactar diretamente os resultados financeiros de uma empresa. Nesse sentido, um tema é considerado material quando tem o potencial de afetar a saúde financeira do negócio.

Essa abordagem de materialidade foi difundida por órgãos como o SASB (Sustainability Accounting Standards Board), FASB (Financial Accounting Standards Board) e SEC (Securities and Exchange Commission), que atuam na regulação e padronização das práticas contábeis e financeiras, com foco na transparência e na prestação de contas a investidores e outros stakeholders.

Materialidade de Impacto

A materialidade de impacto tem como ponto central a forma como as atividades de uma empresa afetam o mundo ao seu redor, ou seja, trata-se de uma perspectiva “de dentro para fora”. Esse conceito considera os efeitos positivos ou negativos que a organização pode gerar sobre a sociedade e o meio ambiente, incluindo aspectos como direitos humanos, condições de trabalho, saúde e segurança, uso de recursos naturais, emissões de gases de efeito estufa, entre outros. 

Essa abordagem ganhou força a partir das diretrizes do GRI (Global Reporting Initiative), uma das principais organizações internacionais dedicadas à padronização da divulgação de informações de sustentabilidade.

Na prática, adotar a materialidade de impacto significa reconhecer que as empresas têm um papel ativo na transformação (ou deterioração) dos contextos sociais e ambientais nos quais estão inseridas. 

Essa mudança de olhar amplia a responsabilidade corporativa e reforça a necessidade de transparência, sobretudo frente à pressão crescente de consumidores, reguladores e investidores por negócios mais conscientes.

Dupla Materialidade

Unindo as duas perspectivas, a dupla materialidade objetiva equilibrar panoramas financeiros e de impacto, reconhecendo que temas com influências nesses desempenhos são igualmente relevantes para o sucesso e longevidade do negócio.

Esse conceito considera dois parâmetros: os aspectos financeiros do negócio – o que questões ambientais, sociais e de governança (ESG) podem impactar economicamente a empresa (de fora para dentro). Por outro lado, também considera os aspectos externos, que significam impactos reais ou potenciais que a empresa pode causar na sociedade e meio ambiente, em curto e longo prazo (de dentro para fora).

A dupla materialidade é defendida por normas como a CSRD, sigla em inglês para “Corporate Sustainability Reporting Directive” (Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa da União Europeia), e surge em um contexto em que o mercado está cada vez mais exigente em relação à transparência nas informações associada aos negócios e os impactos causados por ele.

Como construir uma Matriz de Materialidade conforme o padrão GRI?

Essencialmente, a Materialidade cruza duas dimensões:

  • A importância de um tema para os stakeholders (clientes, investidores, sociedade, reguladores como Comissão de Valores Mobiliários, Bolsa de Valores do Brasil, etc);
  • O impacto desse tema nos resultados da empresa (financeiros, operacionais, reputacionais, sociais e ambientais).

Ao final, você tem uma matriz que evidencia o que realmente importa, tanto para a estratégia interna quanto para a percepção e expectativas externas à organização.  

No entanto, a matriz de materialidade não pode ser feita de forma arbitrária. É fundamental seguir um padrão reconhecido, como os critérios da GRI, para que a análise seja consistente, transparente e relevante. Assim, você garante a credibilidade do seu relatório de sustentabilidade e a efetividade da comunicação com os stakeholders.

A Global Reporting Initiative (GRI) é uma organização independente e internacional que auxilia empresas e organizações a comunicar seus impactos econômicos, sociais e ambientais de forma transparente e organizada, com base em padrões comuns e globais  para o desenvolvimento de relatórios de sustentabilidade.   

Passo a passo para contruir sua Matriz de Materialidade

A Matriz de Materialidade é um dos elementos centrais na elaboração de relatórios de sustentabilidade conforme as Normas GRI. A GRI 3 ou, mais precisamente, GRI 3: Temas Materiais 2021, foca em relatórios de sustentabilidade e abrange diretrizes sobre como as organizações devem identificar, avaliar e relatar temas materiais.

Esse método é dividido em quatro etapas que ajudam a garantir maior transparência na comunicação dos temas. As etapas são: 

1: Compreenda o contexto em que a organização está inserida

Mapear atividades, produtos e serviços:

  • Onde e como a organização opera, incluindo cadeia de valor (fornecedores, distribuidores, parceiros).

Analisar o contexto externo:

  • Tendências econômicas, sociais, ambientais e regulatórias;
  • Expectativas da sociedade, investidores e clientes;
  • Obrigações legais e acordos voluntários já assumidos.

Analisar o contexto interno:

  • Estratégia, missão, visão e valores;
  • Estrutura de governança e políticas existentes;
  • Processos, operações e recursos disponíveis.

Identificar partes interessadas relevantes:

  • Quem é impactado ou influencia a organização;
  • Como e com que frequência se engaja com cada grupo.

 Entrega esperada: um panorama claro que servirá de base para reconhecer impactos

2: Identifique impactos reais e potenciais

Mapear impactos reais:

  • Já ocorreram, são mensuráveis e têm evidências (ex.: emissão de GEE no último inventário, geração de resíduos, criação de empregos diretos).

Mapear impactos potenciais:

  • Possíveis de ocorrer no futuro (ex.: risco de contaminação hídrica, oportunidade de inovação).

Cobrir toda a cadeia de valor:

  • Operações próprias;
  • Fornecedores e parceiros;
  • Uso e descarte de produtos/serviços.

Usar múltiplas fontes:

  • Dados internos (indicadores e auditorias);
  • Referências externas (normas, guias setoriais, pesquisas, benchmarks);
  • Consulta a especialistas.

Considerar amplitude e profundidade:

  • Escala do impacto (pequeno, médio, grande);
  • Abrangência (quantas pessoas ou ambientes afeta);
  • Caráter positivo ou negativo;
  • Reversibilidade.

 Entrega esperada: uma lista ampla e não filtrada de impactos identificados.

3: Avalie a importância dos impactos

Aplicar critérios claros (o padrão GRI sugere, mas a organização define parâmetros próprios):

  • Escala (gravidade ou benefício gerado);
  • Abrangência (quantidade de pessoas/áreas afetadas);
  • Caráter (positivo ou negativo);
  • Probabilidade de ocorrer (no caso dos potenciais);
  • Irreversibilidade (facilidade ou dificuldade de reverter).

Incorporar perspectivas externas e internas:

  • Consultar stakeholders sobre quais impactos são mais relevantes para eles;
  • Incluir visão técnica e estratégica da liderança.

Registrar justificativas:

  • Documentar por que um impacto é considerado mais ou menos significativo.

Entrega esperada: impactos classificados em graus de importância.

4: Priorize os impactos mais relevantes para o relato

Definir corte de priorização

  • Decidir quais impactos serão considerados “materiais” para reporte;.
  • Garantir que todos os impactos de maior significância sejam incluídos.

Organizar os temas materiais

Agrupar impactos semelhantes sob um mesmo tema (ex.: impactos em emissões, energia e clima podem ser agrupados como “Mudanças Climáticas”).

Relacionar com padrões GRI e setoriais

  • Depois de definir seus temas materiais, a organização precisa estabelecer quais informações irá reportar sobre cada um deles.
  • Para isso, deve seguir as orientações dos Requisitos 4 e 5 da Norma GRI 1, que explicam como apresentar de forma completa e consistente os dados e narrativas relacionados a cada tema.

Testar os temas materiais (recomendado pela GRI):

  • Conferir a lista frente às Normas Setoriais aplicáveis, para não deixar de fora temas potencialmente relevantes;
  • Consultar usuários potenciais e especialistas externos (acadêmicos, consultores, investidores, advogados, OSCs, instituições nacionais) para validar o limiar adotado;
  • Sempre que possível, buscar verificação externa para dar mais credibilidade e qualidade ao processo;
  • O resultado dessa etapa deve ser a lista final de temas materiais.

Comunicar internamente e validar:

  • Validar lista final com alta liderança e áreas estratégicas.

Documentar mudanças:

  • Registrar temas novos, removidos ou reclassificados em relação a relatórios anteriores.

 Entrega esperada: lista consolidada de temas materiais.

Matriz de Materialidade conforme normas GRI. Referência: Captura de tela do “Normas GRI 3: Temas Materiais 2021”

Esse método, sugerido pela Norma GRI 3, deve ser construído mediante avaliações contínuas por meio de pesquisas, comunicação com stakeholders e especialistas. Esse processo precisa ser realizado ativamente nas atividades cotidianas da empresa, pois, servirão de base para a construção da Matriz de Materialidade. Como mencionado anteriormente, a Materialidade GRI é a Materialidade de Impacto.

Exemplos de Matriz de Materialidade

Para ajudar no entendimento de como a matriz de materialidade é utilizada ao redor do mundo, trouxemos dois exemplos de empresas que trabalham o conceito e metodologia da materialidade nos seus relatórios de sustentabilidade e estratégias ESG.

A empresa Gerdau possui ações de sustentabilidade voltadas para gerenciamento e circularidade de resíduos, redução do consumo da água, descarbonização e promoção da diversidade e inclusão. Já a Porto, trabalha seus projetos de sustentabilidade com foco na gestão da água e resíduos, engajamento de pessoas, transparência e privacidade de dados.  

Gerdau

No Relatório Anual de 2024, a Gerdau firma seu compromisso através de uma materialidade que foca em temas relevantes para o negócio e para as ações de sustentabilidade, o que ajuda a gerar conexão entre seus impactos ambientais, sociais e de governança e os riscos e oportunidades que esses temas representam para o negócio. 

A matriz se destaca por adotar uma abordagem estruturada e estratégica que utiliza um processo de definição dos temas prioritários por via da escuta ativa de stakeholders internos e externos, como clientes, colaboradores, fornecedores, investidores, sindicatos, terceiro setor e imprensa. Essa metodologia ampliada permitiu identificar de forma mais precisa os temas que realmente importam para a sociedade e para os resultados da organização.

Entre os tópicos considerados mais relevantes, estão:

  • Gerenciamento dos resíduos e materiais perigosos;
  • Consumo e descarte adequada da água e afluentes;
  • Uso de materiais alternativos; 
  • Cultura de segurança e conscientização de atividades de risco;
  • Promoção da diversidade e inclusão;
  • Engajamento da empresa em coalizões globais de aço.

Dessa forma, utilizando a matriz de materialidade, a Gerdau garante alinhamento com as expectativas de todos envolvidos na organização, integrando as temáticas aos objetivos do negócio, contribuindo para a construção de uma Agenda ESG sólida, estratégica e orientada ao impacto.

Matriz de materialidade em relatórios de sustentabilidade Créditos: Captura de tela do “Relatório Anual 2024 Gerdau”

Porto

No Relatório de materialidade 2024, a Porto reforça seu compromisso com uma gestão ESG robusta, alinhando sua matriz de materialidade ao padrão SASB e aos critérios de avaliação da S&P Global (Standard & Poor’s Global Ratings). Esse processo foi conduzido com base na avaliação de riscos e oportunidades sustentáveis e na escuta ativa dos principais stakeholders.

Organizados em dupla materialidade, a partir da matriz foram identificados 15 temas materiais. Entre os temas mais relevantes estão:

  • Descarbonização e emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE);
  • Relacionamento com as comunidades locais;
  • Diversidade, inclusão e igualdade de oportunidades;
  • Produtos sustentáveis;
  • Gestão de riscos socioambientais;
  • Segurança e privacidade de dados.

A matriz de materialidade da Porto conclui que a partir de um mapeamento levado a sério, que une diversos setores que fazem parte do ecossistema da empresa, dentro e fora dela, é possível construir estratégias capazes de gerar inovação que ressoam e dão destaque para o negócio. 

Matriz de materialidade. O que é?  Créditos: Captura de tela do “Relatório de Materialidade 2024 – Porto” 

Matriz de materialidade aplicada ao relatório de sustentabilidade: quais os benefícios?

Muitas empresas ainda tratam a matriz de materialidade como uma exigência formal, mas os líderes em ESG estão indo além: integram a matriz ao planejamento estratégico e aos seus relatórios de sustentabilidade.

Quando inclui a matriz de materialidade no relatório de sustentabilidade, a empresa demonstra que suas ações e resultados em ESG estão alinhados às prioridades identificadas junto a seus públicos estratégicos, fortalecendo a credibilidade e a confiança no relato.

Os principais benefícios são:

  • Maior facilidade na identificação de temas prioritários: contribui para reconhecer os assuntos de maior impacto, direcionando esforços para iniciativas de ESG mais relevantes ao negócio e às partes interessadas;
  • Base para definição de indicadores, metas e projetos: orienta a seleção dos parâmetros mais relevantes para acompanhar as iniciativas, possibilitando o monitoramento periódico do progresso. Também fundamenta o desenvolvimento de ações que apoiem o alcance dos objetivos financeiros e de sustentabilidade da empresa;
  • Ferramenta de comunicação transparente e engajamento: a matriz reforça o compromisso da empresa em informar de forma clara e envolver os stakeholders ao longo do processo de reporte;

Quer saber mais sobre Relatório de Sustentabilidade? Temos um conteúdo completo sobre o assunto!

Considerações finais

Em um contexto de transformações aceleradas, onde investidores, consumidores e reguladores cobram cada vez mais coerência entre discurso e prática, a matriz de materialidade deixa de ser uma formalidade e passa a ocupar um papel estratégico no planejamento de qualquer empresa que leva a sustentabilidade a sério. Ela é a ponte entre o que o negócio quer comunicar e o que seus públicos realmente esperam.

Mais do que um exercício de escuta, construir uma matriz bem-feita é uma decisão de gestão: significa escolher com base em evidências, priorizar temas críticos com foco em valor de longo prazo e fortalecer a governança com direcionamento claro. 

Se você ainda vê a matriz de materialidade como uma etapa burocrática ou secundária, talvez seja hora de rever esse olhar. Ignorar a matriz é assumir o risco de investir energia, recursos e tempo no que pode impedir sua empresa de avançar, e ser cobrado pelo que deixou de priorizar.

Se esse conteúdo te fez refletir, compartilhe esse artigo com quem precisa olhar para a matriz de materialidade com mais atenção e continue acompanhando os próximos conteúdos!

Autor(a): 

Luana Santos

Fontes:

  1. Civicus 
  2. Capital Reset – Da materialidade à mateREalidade no reporte ESG
  3. Exame – ESG: como montar uma matriz de materialidade em cinco passos  
  4. FIA – Matriz de materialidade: o que é, como construir e relação com o ESG  
  5. Gerdau – Relatório Anual de 2024 
  6. Global Reporting Initiative – GRI 3: Temas materiais 2021
  7. IAPMEI – O que é que envolve o conceito da dupla materialidade?
  8. IPSOS – Dupla Materialidade: um guia para uma nova abordagem ao ESG
  9. Porto – Relatório de materialidade 2024

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